Fronteira da morte: quem quase foi e voltou para contar
Assisti ao TED do Dr. Thomas Fleischmann, From Life to Death, Beyond, Back (Vida após a morte, em tradução livre), publicado em setembro de 2014. Não é um vídeo novo, mas é bem interessante a maneira como esse médico, que diz já ter visto mais de duas mil pessoas morrerrem e ressuscitou cerca de 7% delas.
Deixo o vídeo no final deste POST mas, se por algum motivo não funcionar, deixo aqui o link do vídeo, falado e legendado em inglês. Para os que precisam de ajuda com o idioma, deixo um resumo dos principais tópicos da apresentação.
Dr. Fleischmann afirma que existem quatro maneiras de morrer. A primeira, que eu particularmente considero a mais feliz, ocorre quando há, por exemplo, um ataque do coração ou um acidente de carro. Segundo ele, apenas 10% da população é contemplada com esse tipo de morte, que pode ser considerada instantânea.
A segunda é relativamente rápida e é provocada, por exemplo, por alguns tumores, leucemia, câncer de pâncreas ou outros tipos mais agressivos.
A terceira ocorre quando a pessoa vai definhando por ser portadora, por exemplo, de um câncer de fígado ou de rim.
A quarta e última acontece quando a pessoa está imobilizada, em um asilo, sofre incontinência, demência e vai definhando até a morte.
Os sinais e sintomas que uma pessoa apresenta perto da morte são:
a) 93% fraqueza
b) 90% fadiga
c) 87% perda de apetite
O médico diz que, duas horas antes de morrer, 25% dos pacientes não sentem nada, mas 75% têm os seguintes sintomas :
a) 22% dor no peito
b) 15% falta de ar
c) 7% indisposição
Ele garante que o jeito que queremos morrer é muito diferente do jeito que realmente vamos morrer. Ele sentencia que todos temos gêneros diferentes, idades diferentes, personalidades diferentes e vidas diferentes. Só uma coisa temos em comum: vamos morrer. O médico explica que o momento (morte) virá quando nosso coração parar de bater, nosso pulmão parar de respirar ou quando a atividade cerebral parar.
Dr. Fleischmann relata que 20% dos pacientes do que tiveram uma experiência de morte no ocidente e 30% dos que tiveram a mesma experiência no oriente contam as mesmas sensações, que podem ter quatro fases:
a) primeira: ocorre uma mudança brusca. A dor, a ansiedade, o medo e o barulho somem. O paciente tem paz, calmaria, tranquilidade e até alegria.
b) a se gunda: também ocorre uma mudança súbita. A pessoa diz que voou acima do local onde estava, geralmente a cama, e consegue ver tudo que estava acontecendo, inclusive ouvir o que as pessoas estavam falando enquanto tentavam salvá-la.
c) a terceira: se encontra em um lugar confinado e escuro. Cerca de 98 a 99% relatam que esse lugar é confortável, agradável e quente. Apenas 1 ou 2% relatam que essa escuridão foi assustadora, com cheiro, barulhos e criaturas horríveis, parecidas com as que foram retratadas pelo pintor holandês Hieronymus Bosch.
d) a quarta: depois dessa completa escuridão tem uma luz brilha. Ela é quente, brilhante e atraente. Tem um túnel e as pessoas voam para essa luz. O médico disse que essa é a última fase e só 10% dos pacientes chegam nela. Elas contam que estavam rodeadas de colores, músicas e um sentimento de amor incondicional. Elas tavam falam que viram sua vida inteira em flashback, encontraram parentes e estavam felizes de estar nesse lugar. Alguns disseram que decidiram voltar porque tinham tarefas para fazer. Outros que foram aconselhados a voltar porque ainda tinham coisas para fazer antes de partir.
O Dr. Fleischmann encerrou sua palestra dizendo que as pessoas que passaram por essa experiência de morte mudaram sua personalidade e passaram a dar menos valor para as coisas materiais e colocaram mais atenção no espiritual.




